GSC e Grupo Scortecci lançam I Concurso Nacional de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010
Um dos maiores e mais prestigiados Grupos Editoriais do País, - Grupo Scortecci em parceria com a GSC Eventos Especiais acaba de lançar o I Concurso Nacional de Poesias Amigos do Livro / Flipoços 2010 que se estende até 31 de março.
O Concurso será realizado em âmbito nacional e será feito on-line através do Portal Amigos do Livro (amigosdolivro.com.br), Portal Concursos e Prêmios Literários (concursosliterarios.com.br) e da Feira Nacional do Livro de Poços de Caldas.O objetivo do Concurso é descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira. Os 40 vencedores serão divulgados durante o Flipoços 2010 que vai acontecer de 24 de abril a 02 de maio na Urca e a premiação será a divulgação da poesia em um livro antológico com as 40 poesias vencedoras, cujo lançamento acontecerá durante a Bienal de São Paulo em agosto de 2010. “Ficamos imensamente satisfeitos com esta parceria e principalmente o quanto isso vai representar para o Flipoços e para a cidade de Poços de Caldas.
Com certeza será um novo degrau que nosso Festival Literário vai alcançar demonstrando sua credibilidade nacionalmente. Isso será só o começo do que pretendemos com o Flipoços”, enfatiza Gisele Ferreira. Regulamento completo e todas as informações nos sites citados acima ou na GSC Eventos pelo 3697 1551 e ainda pelo e-mail flipocos@concursosliterarios.com.br. Atenção escritores e poetas poços-caldenses e sul-mineiros aproveitem esta oportunidade!!
Colocar o regulamento num Box::
I Concurso Nacional de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010
O Portal Amigos do Livro, O Portal Concursos e Prêmios Literários e a GSC Eventos Especiais estão organizando o I Concurso Nacional de Poesias Amigos do Livro / Flipoços - 2010, para autores brasileiros, maiores de 16 anos, residentes no Brasil.
O tema é livre e a inscrição é grátis.
O Concurso tem por objetivo descobrir novos talentos e promover a literatura brasileira.
Inscrições:
Já estão abertas e encerram em 31 de março de 2010, somente pela Internet, através do Portal Concursos e Prêmios Literários.
Ao fazer a inscrição, o Autor estará concordando com as regras do concurso, inclusive autorizando a publicação da obra em antologia pela Scortecci Editora e responderá por plágio, cópia indevida e demais crimes previstos na Lei do Direito Autoral.
GSC Eventos Especiais, empresa responsável pelo FLIPOÇOS – Festival Literário de Poços de Caldas, escolherá uma Comissão Julgadora composta de 3 (três) membros de renomado prestígio literário e uma Comissão Organizadora que resolverá os casos omissos deste regulamento, se houver.
REGULAMENTO
O Autor poderá participar com 1 (uma) POESIA, de no máximo 3 (três) páginas, digitado em Word, corpo 12, fonte Times New Roman.
Os trabalhos deverão estar em língua portuguesa, o que não impede o uso de termos estrangeiros no texto.
A POESIA deverá ter obrigatoriamente um título. Não há necessidade de pseudônimo.
Não há necessidade de ser inédita.
INSCRIÇÃO:
Somente pela Internet utilizando-se da Ficha de Inscrição, no endereço:
Publicação em Antologia de 40 (quarenta) trabalhos selecionados pela Comissão Julgadora do I Concurso Nacional de Poesia Amigos do Livro / Flipoços - 2010.
A título de Direito Autoral cada autor receberá gratuitamente 5 (cinco) exemplares da antologia.
JURADOS: Alencar Mayrink – Presidente da Câmara Mineira do Livro
Betty Vidigal – Poetisa
João Scortecci – Presidente do Grupo Scortecci
Dados Técnicos da Obra:
500 (quinhentos) exemplares, formato 14 x 21 cm, miolo Preto e Banco, capa 4 cores em papel em supremo 250 gramas, sendo: 250 (duzentos e cinquenta) exemplares para Autores Vencedores do I Concurso Nacional de Poesia Amigos do Livro / Flipoços, 50 (cinquenta) exemplares para a GSC Eventos Especiais e 200 (duzentos) exemplares para a Scortecci Editora comercializar ao preço de R$ 20,00 cada, através da Livraria e Loja Virtual Asabeça.
Autores vencedores do I Concurso de Poesia Amigos do Livro / Flipoços – 2010 poderão adquirir exemplares extras diretamente com a editora com 50% de desconto, mais despesas de remessa.
Após 1 (um) ano da data do lançamento, havendo ainda livros em estoque, os mesmos serão doados para a GSC Eventos Especiais, para divulgação e promoção da Flipoços.
CRONOGRAMA:
- Inscrições: abertas e encerramento dia 31 de março de 2010.
- Resultado: De 24 de Abril a 02 de maio de 2010 durante o 4º Flipoços – Festival Literário Nacional de Poços de Caldas.
- Lançamento da Antologia do I Concurso Nacional de Poesia Amigos do Livro / Flipoços – 2010 – em agosto de 2010, no estande da Scortecci, durante a 20ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo, no Anhembi, SP.
É cada dia mais assustador o índice de violência registrado no país. Na TV há sempre uma notícia sobre a troca de tiros entre policiais e traficantes de várias facções. A cidade maravilhosa recém escolhida para palco das Olimpíadas é pano de fundo para este triste cenário. De um lado a população que temerosa por suas vidas opta pelo silêncio, do outro um grupo de policiais, que com salários defasados são “obrigados” a manterem a ordem. No meio o tráfego que comanda toda a operação.
Segundo os dados do Instituto de Segurança Pública, o ISP, o índice de vítimas de balas perdidas de 2009, é menor do que o comparado na mesma época em 2008, 15,4%. É contraditório este dado, pois conforme pesquisa feita pelo Ibope no estudo Percepção 2009, o maior medo da população carioca é com relação às balas pedidas, o índice é de 36% entre os entrevistados. Será a mídia sensacionalista? Acaso os veículos de comunicação estão fazendo tempestade em copos d’água?
Os dados não são muito confiáveis, pois segundo o Jornal do Dia, várias ocorrências como lesão corporal ou homicídios por balas perdidas não são registrados nesse índice. É constrangedor para o nosso país ter números sobre uma violência cuja origem se dá por sujeitos que “financiam” o pão de cada dia de muitos, que dão “segurança” em troca de silêncio, comida em troca de pessoal.
Perdida mesmo está à população que sem saber o que fazer, se torna refém de traficantes e da própria condição miserável de vida, sem educação, moradia, esgoto, não podia ser diferente pois o Brasil ocupa o 75ª lugar segundo o IDH – índice de Desenvolvimento Humano. A FGV, em uma pesquisa realizada em 2006, constatou que existem 50 milhões de pessoas que vivem com menos de 80 reais por mês. São pessoas consideradas abaixo da linha da pobreza. Já a Secretaria de Assistência Social do governo afirma que a pesquisa está equivocada, existem “apenas” 20 milhões de miseráveis. Será que o governo acha esse índice aceitável?
Em meio a essa situação surge um governo próprio, com leis e “justiça” financiadas pelo tráfico. Para a população esse débito é alto, as mortes resultantes são vistas como uma rotina, afinal o tráfico mata mais do que as balas que sem rumo, atingem uma população sem saída.
*por Alex Gonçalves para o Fanzine Episódio Cultural
Há 26 anos em Machado, Olinda Pereira, a Linda, tem surpreendido as pessoas com a beleza de seus quadros em óleo sobre tela.
Nascida em Palmeiral, distrito de Botelhos, Linda, como é chamada, ‘dá vida’ a flores, paisagens de lagos, montanhas e casarões antigos, entre outros. “Gosto da vida; da natureza”, diz.
Discípula da artista plástica Regina Salles, desde 2006, Linda gosta de expor sua arte em telas de grande porte. – “Não há como comprimir o céu, o sol, rios, lagos e montanhas em telas menores”. Faz lindos bordados em toalhas e lençóis; é costureira de mão-cheia.
Também administra empresas na cidade.A casa de linda é um atelier em efusão.
Os quadros ficam expostos nas paredes dos quartos, salas e corredores. Vale a pena conhecer.
Na noite de terça-feira, dia 15, mulheres da Associação das Artesãs Arte Dourada, do Distrito Douradinho/Machado, receberam mais um certificado de continuidade dos cursos que fazem em teares manuais e urdideiras.
Hoje, as artesãs começam a despontar no cenário regional e em Belo Horizonte, em feiras agendadas pelo Governo de Minas.
O núcleo de artesãs faz parte de projeto de geração de emprego e renda, organizado e incentivado pela Fadema, em Douradinho, com recursos governamentais.
As artesãs produzem toalhas de mesas, tapetes, ‘caminhos’, bonecas de pano etc. Os produtos podem ser encontrados na sede da Associação, em Douradinho, ou numa loja no Machado Shopping.
Mais uma vez o Fala Escritor, projeto criado pelo poeta Leandro de Assis, com apoio de Valdeck Almeida, Gregório Rocha, Monique Jagersbacher, Carlos Souza e Fau Ferreira receberá a presença de mais de vinte escritores baianos e a novidade é a presença do professor e escritor Luiz Paulo L. de Araújo (Luiz Lyrio), natural de Belo Horizonte, formado em História pela UFMG, autor dos livros GRÊMIO LIVRE: UM EXERCÍCIO DE CIDADANIA (1998), NOS IDOS DE 68 (2004), ARCAS DE BATOM (2OO4) e ABDUÇÃO (2007).
Além dos lançamentos de Luiz Lyrio, estará sendo lançado o livro “Inquietações” poemas de Leandro de Assis e haverá um recital poético com os poetas e poetisas abaixo: Varenka de Fátima, Jaime Poeta, Tassio Revelat, Douglas Leal, Mirian Sales, Emerson Maciel, Jorge Filho, Magno Castro, Carlos Conrado, Sandra Stabile, Isabel Bispo, Lucymar Soares, René Atila, Malu Freitas, Renata Rimet, Valdeck Almeida, Grigorio Rocha, Monique Jagersbacher, Glauber Albuquerque, Gabriele Borges, Lenara Uchôa, Janaina Oliveira, Fau Ferreira, Priscila de Athayde, Janaina Miranda e Carlos Alberto Barreto e Vera Passos.
Apesar de ainda estar na quarta edição, o Fala Escritor já é sucesso de público e crítica no meio literário baiano, era o que os escritores precisavam um espaço para divulgar seus trabalhos, estarem em contato com o público e com outros escritores. Em meio a essa união de escritores, já surgiram várias idéias como: a criação de uma associação de escritores, criação de novas antologias poéticas, reunião para debater leis e incentivos a cultura no estado, criação de revistas literárias, além do pedido de apoio a outros projetos culturais.
Estudantes universitários e do ensino médio da Bahia já descobriram o Fala Escritor, na edição anterior Bruno Máriston do nono ano do ensino médio do Colégio da Polícia Militar teve seu poema recitado pelo idealizador do projeto, nesta edição a banda Hióide composta por estudantes do primeiro semestre de fisioterapia de uma faculdade de Salvador participará do evento fazendo intervenções musicais. Ainda há o interesse de alunos do curso de direito de outra universidade em levar os escritores até o espaço da faculdade para apresentarem seus trabalhos.
O Movimento Literário na Bahia vem crescendo aos poucos, com vários eventos ligados poesia, a literatura e a outros tipos de arte que envolve a escrita, como o teatro e a música. Tanto na capital quanto no interior essa efervescência literária pode ser notada devido ao trabalho de grandes escritores ainda anônimos a grande mídia que tem se dedicado ao árduo trabalho de promover eventos sem patrocínios ou apoio do estado.
Ficamos na torcida para que esse movimento possa deixar sua marca na história da cultura baiana e que apareçam para o Brasil novos Jorge Amado, João Ubaldo Ribeiro, Castro Alves e outros excelentes escritores que nascido na Bahia despontaram para o Brasil e para o mundo. O evento será realizado no dia 14 de novembro, às 18 horas, na MegaStore Saraiva Salvador Shopping, no espaço de eventos da livraria chamado: Espaço Castro Alves.
*Leandro de Assis é escritor, poeta, professor de história e bombeiro militar. Autor dos livros Eu Sou Todo Poema, publicado pela Câmara Brasileira de Jovens Escritores em Julho de 2007 e InQuIeTaÇõEs. Participou das edições III e IV do Prêmio Literário Valdeck Almeida de Jesus de Poesia, também faz parte da edição 68 da revista eletrônica ProtestART e foi um dos vencedores do concurso de poesias realizado na Bienal do Livro de 2007, que resultou na Antologia Poemas que falam. É o idealizador do Projeto Fala Escritor que acontece todo segundo sabádo de cada mês, às 18 horas, na Livraria Saraiva do Salvador Shopping.
Nicole Alvarenga Marceloiniciou seus estudos de piano aos cinco anos, em Caçapava, sua cidade natal.
Aos dezesseis anos ingressou no conservatório de Música Fêgo Camargo, em Taubaté, onde estudou piano com a professora Alice Âncora da Luz, violão com o professor Jimi Ferreira e canto com a professora Valéria Féres.
Em Caçapava, estudou Harmonia e Solfejo com o Professor Amador da Cunha Pinto, ex-discípulo de Oswaldo Lacerda.
Também em Caçapava, ministrou aulas particulares de piano para crianças, jovens, adultos e para a terceira idade.
No presente momento, dá continuidade aos seus estudos de piano na Escola de Música da UFRJ, com a Professora e Pianista Tamara Ujakova. Participa também do coral sinfônico daUFRJ, sob a regência da professora Valéria Mattos, o qual se apresenta regularmente no circuito musical do Rio de Janeiro.
Atualmente, desenvolve também um trabalho com crianças e adolescentes, dando aulas de piano e iniciação musical.
Estes últimos acontecimentos ocorridos no Rio de Janeiro, inclusive a derrubada de uma aeronave do Estado pelos delinqüentes, é a amostra de um ensaio de como se encontra nossa sociedade. O governo do Rio perdeu totalmente o controle da situação no seu direito de manter a ordem.
E o pior de tudo é que esta condição se repete em todo o país, ainda que guardada as devidas proporções. Diga-se de passagem, que a situação está começando a se complicar, devido à transformação do grande traficante da metrópole em vários pequenos traficantes do interior, motivado pela repressão.
E a pergunta que insiste em não calar: a culpa da perpetuação desta questão é de quem? Seria mesmo do governo? A sociedade deveria ser a culpada? A quem caberia o ônus de todo o impacto causado por este assunto?
Os governos Federais e Estaduais desdenharam e não ocuparam, na favela, seus espaços de fato e de direito. Não dispuseram para os moradores os serviços de água, luz, escolas, assistência médica, transporte, e outros, facilitando a ascensão do tráfico. Outrossim, as ínfimas aplicações de recursos pelas duas esferas governamentais em segurança pública também favorece os criminosos. Foram e são dois erros graves. E os tornam culpados.
No entanto seria a sociedade civil a portadora da maior parcela de responsabilidade por tudo que está ocorrendo no Rio de Janeiro, e em todo o território nacional.
À classe social mais abastada caberia uma percentagem maior da culpa, quiçá toda. É ela quem sustenta financeiramente esse “status quo”. E dela também surge que protege e acoita.
Prá se realizarem tamanhas proezas criminosas, como abater um avião, assassinar policiais, insultar o Estado, financiar campanhas políticas, as instituições ilegais necessitam de aparelhamento, estratégia, planejamento, apoio político, e por fim armamentos de última geração. E prá se conseguir um grau de organização neste nível, onde estão presentes todas estas ferramentas, precisa-se de dinheiro. É aqui que entra o fundo burguês.
Equipare-se a atitude burguesa de comprar cocaína e outros entorpecentes a um assassinato por encomenda. O mandante do crime de pistolagem é co-autor. A classe média-alta que abastece com cifras enormes de reais os traficantes e contrabandistas de armas deveria ser considerada co-autora desses crimes.
Ao contrário não sofre nenhuma penitência. É nominada usuária de drogas. Quando deveria ser condenada por dar suporte a esta ilegalidade. S
e não houvesse quem comprasse a droga não existiria quem vendesse. A drogaria quebrava. Pura lei de mercado. A culpada é conhecida. Falta coragem aos ricos do bem prá cortarem a própria carne, e extirpar os ricos domal.
Popping no início dos anos 70 em uma pequena cidade americana chamada Fresno na Califórnia. Seu criador foi Boogaloo Sam que logo mais formaria um grupo chamo Electric Boogaloo. O Poppin é a evolução de uma dança antiga, o Robot (que era apenas a cópia dos movimentos mecânicos de um robô).
Mas o estilo ficou muito mais complexo, pois, não é tão frio como o Robot, tem muito mais energia e se apropria de movimentos de ilusão, mímica, lown (palhaço), desenhos animados e dança indiana, também foi inspirado por passos usados pelo cantor Jame Brown que ele mesmo chamava de Boogaloo (fazendo ondas pelo corpo).
Boogaloo Sam, eletrificou o Robot e somou ao Boogaloo de James Brown. Do Poppin também surgiu um passo muito conhecido e usado por Michael Jackson, originalmente Back-Slide (deslizar para trás), pois Moonwalk como foi chamado por Michael, na verdade é quando se desliza para frente.
Boogaloo Sam irmão de Poppin Pete que atuou no filme Break Dance, no clipe Beat it de Michael Jackson entre tantos outros, ele também fazia parte do Eletric Boogaloo.
Apesar de ser criado em Fresno, muitas cidades da região como Backersfield, Sacramento e Compton, desenvolveram seu estilo e passos próprios no Popping. Isso ajudou a desenvolver a dança mais ainda. E quando chegou até o mundo nos anos 80 já era algo extraordinário.
Grandes dançarinos da segunda geração como Boogaloo Shrimp (Turbo no filme Break Dance) e Poppin Taco (filme Break Dance) ficaram conhecidos no mundo inteiro por causa de suas inovações no Poppin. Muitos dançarinos da primeira geração como Poppin Pete, Skeeter Rabbit continuam na ativa até hoje e viajam o mundo passando para as próximas gerações a verdadeira essência do Poppin.
Gostaria de indicar a vocês, uma leitura que me deixou muito pensativo. É uma crônica da jornalista Eliane Brun, chamada Enterro de Pobre.
Essa jornalista, captou não somente a morte como tema central, mas todas as suas dimensões. É um relado triste e real, que nos faz perceber o valor do SER humano na sua plenitude. "Não há nada mais triste do que enterro de pobre porque não há nada pior do que morrer de favor. Não há nada mais brutal do que não ter de seu nem o espaço da morte."
Um novo terremoto aconteceu na Itália, e quando a terra treme é a humanidade que padece. Tremores que enterram esperanças e pessoas em toneladas de entulho. Tremores que aguçam nossos temores. Trememos frente à força descomunal desses terrores denominados de tremores.
Não é á toa que entre os maiores desastres naturais causadores de mortes ao longo da história estão os terremotos, e em alguns casos os seus primos, os maremotos também conhecidos por alguns como tsunamis.
O ser humano parece que tem problemas com placas. Sejam elas placas de trânsito, placas bacterianas, plaquetas no sangue (que também não deixam de ser placas), ou neste caso as chamadas placas tectônicas, que são formações de rochas subterrâneas. Quando estas placas se movem, todo mundo, literalmente, dança ao ritmo catastrófico de seu deslocamento.
Na realidade o que choca é quando essas gigantescas rochas ocultas aos olhos se chocam, ou se afastam ou ainda quando resolvem fazer outro movimento qualquer, de forma inesperada e brusca, causando os tais abalos sísmicos, que literalmente abalam qualquer estrutura. Grandes prédios caem como se fossem frágeis castelos de cartas de baralho, dessas que as cartomantes não usam. O mundo ao redor parece enlouquecer, ganhar vida, apenas para levar tantos à morte.
Não há para onde correr, ou mesmo se esconder. O que antes era solo firme vira um pandemônio que estremece a sanidade, levando qualquer um às ruínas da loucura. Os abalos são similares a espasmos em um corpo doente. Um corpo que parece tentar alertar que também está de certa forma vivo e merece respeito, já que parasitamos sobre seu peito indefeso. Mas seu apelo justo torna-se injusto frente ao sofrimento causado há tantas almas inocentes, vitima de seu estrondoso gesto fulminante.
O tecido da realidade se rasga, dobrando-se aos caprichos dessas convulsões no seio da própria terra, que um dia nos espera para em seu ventre eternamente repousar. Em momentos como este, compreendemos que todas as nossas ações que por tanto tempo vêem prejudicando e destruindo este mundo, não são nada se comparadas ao simples ato de tremer deste mesmo mundo (em qualquer um de seus vastos recantos).
Habitamos em um planeta, mas mal percebemos suas existência, e seguimos caminhando apressados, sem olhar na face onde pisamos, até ser tarde demais.
EM TEMPO: Depois de tanto tempo acreditando e reclamando que os políticos deste Brasil não ligavam para nada, recebemos uma conta de celular de um de seus filhos, nos lembrando que é muito pior quando eles ligam... (E pior ainda é saber que este fato é apenas um grão de areia em meio ao deserto de imoralidades que acontecem na política).
* Antonio Brás Constante é escritor
E-mail: abrasc@terra.com.br
Site: recantodasletras.uol.com.br/autores/abrasc
NOTA DO AUTOR: Divulgue este texto para seus amigos. (Caso não tenha gostado do texto, divulgue-o então para seus inimigos). Agora disponho também de ORKUT, basta procurar por "Antonio Brás Constante".
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